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Enquete

 

Paróquia Divino Espírito Santo e São João Batista

A 3ª Região Pastoral do Vicariato Norte compreende os seguintes bairros: Maracanã, Vila Isabel, Grajaú e Andaraí.

Apresentação

Vizinha de três importantes instituições do Rio de Janeiro: a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE) e o Estádio Municipal do Maracanã, está instalada, na rua Felipe Camarão, a simpática Paróquia do Divino Espírito Santo e São João Batista, destacando-se pela alvura do singelo e particular estilo Gótico.

Descrição

O Templo, em eclético estilo, marcado por traços góticos, tem a fachada representada por um bloco único. Este tem, ao centro, um segmento mais avançado que encerra a porta de entrada única em arco gótico com arquevoltas. Acima desta, correspondendo ao coro, temos três janelas em arcos alongados com vitrais, uma no segmento central e duas laterais. Acima dessa janela central há um grande olhal circular com vitral. Este segmento central se eleva até as duas meias águas do telhado, de onde parte a torre campanário, com espaços vazados nas quatro faces, abrigando um único sino e terminando em cobertura com a cúpula piramidal, encimada por uma cruz de concreto.
Internamente, a Igreja pequena, mas bela. O átrio tem duas colunas de sustentação do coro, este todo feito de madeira. À esquerda, no átrio, há uma escada espiral para o coro e também em madeira. À direita têm-se uma imagem de Nossa Senhora das Dores acima de esquife com Nosso Senhor Morto. O teto é abaulado, apresentando três arcos decorativos, com detalhes dourados. Do centro pende dois vitrais em três cores regulares: vermelho, azul e translúcido. Abaixo das janelas há dois nichos em cada lateral, encostados nas paredes e feitos em mármore, encimados por uma cruz. À esquerda, o primeiro Altar temos o Sagrado Coração de Jesus e no segundo, a imagem de Nossa Senhora da Conceição; à direita há, no primeiro altar, a imagem de São Sebastião e no segundo o de Santo Antônio. Há ainda em cada lateral três pilastras decorativas, até a cimalha e tem em seu alto uma bela decoração. Ao final de cada lateral, próximo ao pequeno presbitério, há uma porta de saída. O espaço do altar é central e recuado, antecedido em cada lateral por uma porta de acesso à sacristia. A Via Sacra é representada por pequenos quadros circulares e em relevo a cores.
Apenas um degrau separa o presbitério do corpo da nave. Um arco, também com detalhes dourados, está à frente do altar, e apresenta em seu ápice um brasão com uma pomba sobre um triângulo, figurando o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade, respectivamente. A mesa de celebrações, assim como o púlpito à esquerda, é pequena e trabalhada em mármore. Quatro pilastras, como aquelas das laterais da nave, acompanham espaço curvo do presbitério. Em cada lateral há um nicho, tendo à esquerda a imagem de São João Batista e, à direita, a de São José. Ao fundo há, centralizada um belíssima representação do Divino Espírito Santo, com uma escultura em metal figurando uma série de anjos que juntos formam uma elipse vertical, irradiando feixes acima e abaixo e tendo em seu centro um vitral com uma pomba (Divino Espírito Santo). À esquerda deste há um pequeno Crucifixo e, à direita, o Sacrário. Há ainda um lustre pendurado ao centro do arco à frente do altar e três clarabóias acima da cimalha ao fundo do presbitério, este com teto semicircular em cúpula.
Externamente, O Templo tem, à direita um cruzeiro com um queimador de velas, em seguida uma construção isolada com a secretaria, bem como um estacionamento com parte coberta; à direita há uma cantina junto ao limite terreno, tendo em seguida um salão de eventos. Atrás da Igreja existem duas construções com dois andares, na da esquerda está instalado o Auditório Maria Mãe da Igreja e no da direita fica a Casa Paroquial e outras instalações da Matriz.

Dados Históricos

Em princípios do século XVII, chegaram ao Brasil os primeiros colonos açorianos, que estavam localizados no norte do país, nos estados do Pará e Maranhão. Mais tarde, no início do século XVIII, esta localização tomou mais um impulso e os açorianos foram se instalar no sul, nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com esses colonos vieram também os padres açorianos açougueiros, que aqui estabeleceram uma prática de distribuir carne aos mais necessitados. Alguns destes padres açorianos se estabeleceram no Rio de Janeiro, fixando-se no bairro do Maracanã. Compraram, então, um terreno no nome da Arquidiocese do Rio de Janeiro e contribuíram uma Ermida, um templo modesto, já que a região era na época pouco habitada. Logo após a construção do pequeno Templo, os padres açorianos fundam a Irmandade do Divino Espírito Santo e São João Batista. O trabalho de evangelização destes padres permaneceu por muito tempo na região. Muitas dezenas de anos mais tarde, os padres açorianos resolvem abandonar o local, deslocando-se para a evangelização no sul do país, onde a concentração de colonos de igual procedência era mais intensa. A Irmandade foi extinta e todo seu acervo entregue a Mitra. Sem a Irmandade, restou na ermida apenas o sacristão, que morava no local com a sua família, como guardião.
Com o passar do tempo foi se concretizando o abandono e a Igrejinha já estava quase as ruínas em meados do século XX. Em 1974, o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, D. Eduardo Koaik, com a intenção de reerguer o culto da religião católica no local, resolveu criar a Paróquia que tomou o nome primitivo de Divino Espírito Santo e São João Batista, o que ocorreu em 7 de outubro de 1974. O primeiro pároco foi o Pe. Jorge Aziz Abrahão, que ficou na Paróquia por pouco tempo. Em maio de 1975, Pe. Abílio Ferreira da Nova (atualmente Monsenhor e Pároco da Matriz de Nossa Senhora de Copacabana e Santa Rosa de Lima) que assumiu a Paróquia. O Monsenhor Abílio, com extraordinária habilidade e grande esforço, promoveu a ativação das atividades paroquiais, realizando também duas grandes reformas na Igreja Matriz: a primeira, em 1975, com a sua chegada e a segunda, 1978, quando ampliou as instalações do Templo, construindo a Casa Paroquial. O auditório Maria Mãe da Igreja e suas salas de catequese, dando a Matriz o agradável aspecto que apresenta hoje, foi realizado pelo Mons. Lucas Rabelo Malaquias.

Dia do Patrono ou Titular

A data dedicada ao Divino Espírito Santo é móvel, sendo celebrada, 50 dias, após a Páscoa. São João Batista, de data fixa, tem seu dia 24 de junho. Para celebrar as datas, a Matriz promove, em ambas as datas, novenas preparatórias, missa solene e festa comunitária.

Particularidades
O Templo foi elevado à condição de Matriz em 7 de outubro de 1974, com a criação da Paróquia e tem capacidade para 90 fiéis sentados. Como programas de atendimento social conta com a ação da Pastoral da Caridade, que distribuem alimentos, roupas e atendimento médico com entrega de remédios à cerca de 100 famílias por mês. O Templo dispõe de um salão de eventos.
Em 2007, foi iniciada a obra de ampliação do templo, onde para maior conforto dos fiéis e conseqüentemente uma melhor participação nas celebrações irá aumentar os noventa lugares existentes hoje para duzentos e quarenta lugares.

 





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